Defensores do transporte em Nova York estão lançando uma nova estratégia para converter passageiros de ônibus em um eleitorado distinto e um bloco de votação. A iniciativa, conhecida como campanha 'Corrija o Ônibus', busca mobilizar os passageiros para apoiar funcionários eleitos que priorizam faixas exclusivas para ônibus e financiam serviços gratuitos, ao mesmo tempo em que pressionam políticos que favorecem políticas centradas no carro. Este esforço está alinhado com a visão da campanha de 2025 do prefeito Mamdani, que foi incorporada em um plano oficial da cidade prometendo mudanças significativas nos layouts das ruas em toda a metrópole.

Divya Sundaram, gerente de campanha para a iniciativa recém-anunciada, explicou que o objetivo é aumentar a adesão organizacional e estabelecer centros de organização em toda a cidade. Ela descreveu o objetivo como a criação de uma base mais militante de passageiros de ônibus que possam impulsionar mudanças políticas. Representando uma mudança estratégica para a Riders Alliance, a campanha se afastará de incentivar o apoio a projetos específicos de faixas de ônibus isoladamente. Em vez disso, focará em ativar os passageiros em três áreas-chave onde a cidade pretende executar planos ambiciosos de transporte rápido de ônibus: Avenida Tremont e Rua Fordham no Bronx Ocidental; Northern Boulevard em Queens; e as avenidas Flatbush, Church e Utica em Brooklyn.

Além de defender ônibus mais rápidos nesses bairros, a campanha promove o objetivo do prefeito de oferecer serviço sem tarifa. Alcançar isso exige identificar uma fonte de financiamento duradoura para garantir operações frequentes e confiáveis sem tarifas. A promessa de um serviço de ônibus melhorado foi um motor central do sucesso eleitoral de Mamdani, e a governadora Hochul endossou um plano conjunto cidade-MTA para acelerar as velocidades dos ônibus. No entanto, os organizadores alertam que planos anteriores de prefeitos falharam em libertar os ônibus do trânsito ou reverter o declínio da demanda, tornando necessária uma forte pressão pública para garantir o sucesso desta iniciativa.

Danny Pearlstein, Diretor de Políticas e Comunicações da Riders Alliance, enfatizou que os ônibus são vitais para as comunidades dos bairros externos, particularmente aquelas que são negras, pardas, de baixa renda e da classe trabalhadora. Ele observou que, embora haja alinhamento político entre o prefeito e a governadora, é necessário um impulso extra do público para manter os passageiros de ônibus no topo da agenda. A campanha planeja oferecer suporte operacional aos passageiros que desejam se organizar, sediar eventos onde os comutadores possam compartilhar frustrações e conectar-se uns com os outros. Um organizador líder será designado para cada uma das três áreas geográficas de foco.

Sundaram afirmou que a visão final é ajudar os passageiros a se identificarem como um grupo merecedor de serviço de classe mundial, em vez de ver o ônibus como um inconveniente ou um marcador de classe. Ela comparou essa abordagem aos sindicatos trabalhistas e ao movimento pelos direitos dos inquilinos, onde os membros se identificam explicitamente com seu status para defender melhores condições. A Riders Alliance não está sozinha neste esforço; apoiadores proeminentes de esquerda de Mamdani, incluindo o Partido das Famílias Trabalhadoras e os Socialistas Democratas da América em Nova York, também começaram esforços de alcance para reunir apoio por ônibus rápidos e gratuitos.

Organizar em áreas dependentes de ônibus apresenta novos desafios em comparação com campanhas anteriores de transporte que focavam em bairros ricos em metrô. Pearlstein observou que, embora o mapa do metrô espelhasse de perto o sucesso eleitoral de Mamdani em 2025, os bairros dependentes de ônibus diferem geograficamente e muitas vezes enfrentam ceticismo de residentes que dirigem carros. Críticos argumentaram que as melhorias nos ônibus atendem a recém-chegados em vez de comunidades estabelecidas, uma narrativa usada por várias figuras para obstruir ônibus mais rápidos. Em resposta, Sundaram afirmou que a campanha abordará essas preocupações focando em como o ônibus serve especificamente às populações da classe trabalhadora, incluindo enfermeiras, cuidadores domiciliares, professores e estudantes que dependem do transporte para manter a cidade funcionando.

Fontes: Streetsblog USA.